domingo, 4 de abril de 2010

Manuel Porteiro

Grande Espírita Portenho. Grande Articulista e Divulgador da Doutrina Espírita da América do Sul.

Nasceu em Avellaneda, província de Buenos Aires, em 25 de março de 1881 e desencarnou, ali mesmo, em 18 de fevereiro de 1936.

Em 1910 começou sua participações ativa no Movimento Espírita, vinculando-se desde esse momento à Confederação Espírita Argentina (CEA), na qual foi desempenhando diversos cargos, até chegar a ser seu presidente, no período de abril de 1934 a março de 1935. 

Dirigiu durante vários anos seu órgão oficial, a revista La Idea, na qual escreveu numerosos editoriais e artigos sobre os mais variados temas, sempre sob a ótica espírita.

Nessa época, sob a segura direção de Porteiro, a CEA e La Idea constituíram a vanguarda progressista do Espiritismo na América e no mundo. A partir daí, Porteiro, e seu grupo de abnegados trabalhadores espíritas, como Hugo Lino Nale, Bernabé Morera, Ageo Culzoni, Luis Postiglioni e os jovens Santiago Bossero e Humberto Mariotti, escreviam com paixão, viajavam incessantemente por todo o país, dirigindo cursos de formação espírita e fomentavam as relações com o movimento espírita internacional.

O meridiano principal do mundo espírita progressista passava obrigatoriamente, naquela época, pela Argentina e Porteiro era seu referencial fundamental.

Eram essas as linhas básicas de seu pensamento e sobre elas girava todo o seu esforço na questão sobre a Doutrina Espírita.

1 - Sustentar a visão integral do Espiritismo como filosofia científica com profundas conseqüências morais e sociais.

2 - Rechaçar a definição do Espiritismo como religião ou como uma nova variante do cristianismo.

3 - Colocar a necessidade do estudo da Doutrina como base para criar a convicção espírita, começando com as obras de Kardec, como base pedagógica.

4 - Subordinar a mediunidade ao enfoque espírita para fazê-la racional, útil e orientadora; estimular a investigação experimental no campo dos fenômenos mediúnicos e paranormais.

5 - Enfrentar as superstições e sincretismos que se mimetizam ou disfarçam com os rótulos espíritas; relacionar o movimento espírita nacional e internacional com as lutas pela paz mundial, contra a discriminação de qualquer classe, com as campanhas alfabetizadoras e com todo o esforço que tenda à construção de uma sociedade mais justa, livre, igualitária e fraterna. 

Esplêndidas diretrizes que, em si mesmas, representam autênticos programas para desenvolver um Espiritismo dinâmico, culto, livre, aberto, adogmático, racionalista, laico, universalista, fraterno, solidário e amoroso. 

Em seus três livros publicados Espiritismo Dialético, Conceito Espírita da Sociologia e Origem das Idéias Morais, assim como em centenas de artigos que estão espalhados pela imprensa espírita de seu tempo, se encontram magistralmente desenvolvidas todas suas idéias que foram, são e continuarão sendo, potentes focos de luz que orientam a todo aquele que havendo conhecido os princípios cardeais do Espiritismo, deseja aprofundar-se em sua conseqüências morais e sociais e queira transitar, sem desvios, por seus autênticos caminhos. 

Sem dúvida alguma, Porteiro está na galeria dos grandes do Espiritismo e muitos nos honra haver contribuído para resgatar sua memória e exaltar o imenso valor de sua contribuição à Doutrina que tanto amou e ao movimento a que tanto serviu.

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