quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cultura do Médium Parte - I

Capítulo 11 do livro Segurança Mediúnica (Miramez / João Nunes Maia)

A mediunidade requer estudo, não foge à regra que se aplica às outras coisas, como a ciência, a filosofia e mesmo o conhecimento da religião. A cultura é indispensável, em todos os ramos do saber.

Como se aprimorar sem conhecer? É, pois, um contrassenso achar que a nossa consciência profunda basta, por si só. Mesmo que exista nela tudo, escrito pela mão de Deus; mesmo que as leis ali se encontrem, com todas as suas ramificações, vibrando nas suas íntimas particularidades, em nenhum de nós poderá faltar o esforço próprio, na busca do conhecimento e do aprofundamento nas leis universais do Criador.

Se o que vem de dentro se faz presente para a realidade externa, o que existe fora desperta o que se encontra por dentro. A mediunidade depende muito da cultura, é claro, sem, no entanto, escravizar-se a ela. A cultura ativa o Espírito, tornando-o capaz de compreender todas as coisas sem o estrago da arrogância ou do egoísmo.

O médium deve ser dado à leitura, assim como tem necessidade do alimento, todos os dias. Quando ouvimos, da parte de um deles, dizer que lhe falta tempo para leituras, é mau sinal, é sinal de que as suas companhias são da mesma opinião.

Notam-se no Brasil inúmeros centros espíritas, e também no mundo todo, carentes de instrução. Fazem-se reuniões sem se saber como fazê-las, e os benfeitores ficam lutando com inúmeras dificuldades para transmitir suas mensagens, pela falta de capacidade dos seus instrumentos. Os canais, estando sujos pela ignorância, terão a água que passa por eles contaminadas pela mesma imundície.

Não podes reclamar da falta de livros e nem da falta de quem se disponha a expor as lições. A literatura mediúnica é sobremaneira grandiosa, mostrando-nos os valores dessa filosofia que revive o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo está sendo feito pelos luminares da eternidade; falta a parte dos homens, para se ajustarem nos desempenhos dos anjos, aprenderem a viver, a pensar e a falar do bem, a falar e escrever sobre o amor, e a exemplificar essas verdades imortais, que o coração pode sentir, pelas bênçãos de Deus.

As reuniões de caráter leviano, comumente, estão sempre cheias, e quando se reúnem para o estudo sério, para um aprendizado mais concreto, são poucos os que ali se congregam, quando deveria ser o contrário.

É de se notar que uma pessoa pede vários conselhos, às vezes, em uma mesa de reunião, esquecendo-se de que cada página de um livro constitui, no mínimo, uma orientação das melhores. Isto prova que tal pessoa não está lendo, esquece o condicionamento da boa leitura. Os momentos que deveriam ser dedicados à leitura são trocados por coisas quase inúteis à sua evolução, por apegar-se ao desculpismo, já que o tempo é escasso...

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