sábado, 24 de setembro de 2011

Cultura do Médium Parte - II

Capítulo 11 do livro Segurança Mediúnica (Miramez / João Nunes Maia)                      
        
A nossa educação fica muito cara. A natureza usa de meios drásticos para nos ensinar, por não encontrar outros, mais favoráveis e mais brandos. A misericórdia, para muitos, se desgasta; e toma lugar a justiça, que faz lembrar os tempos de Moisés, em virtude da dureza dos corações. A mediunidade é um dom que se beneficia com o progresso e o medianeiro deve fazer a sua parte, com prudência e esmero. Tudo, bem feito, tem a marca da harmonia, que agrada a quem vê e sensibiliza a quem sente. 

A cultura espiritualista não quer dizer cultura de universidade. Quando as duas se unem na mesma dimensão, é muito agradável. No entanto, se a vida te dificultou os conhecimentos do mundo, procura entender as leis espirituais, disseminadas, desde a ação do vírus, até os movimentos dos astros, e, destes, ao turbilhão cinético do ninho cósmico da criação de Deus.

Já vivemos dentro de uma grande escola universal. Basta que tenhamos empenho e boa vontade, para aprendermos as lições. Sentimo-nos mais à vontade para trabalhar junto aos homens de maturidade; e não com os homens de letras que se esqueceram do amor e que nem pensam no benefício da caridade.

Não é do nosso feitio fazer da literatura espírita uma ficção, mas apenas ser copista da realidade universal, porque tudo o que escrevemos e falamos já existe, desde a formação dos mundos. São leis imutáveis, na eternidade do tempo e na infinidade do espaço, e é bom que todos saibam que apenas descortinamos o que já se conhecia. 

Quando se diz que somente a verdade liberta, qual a responsabilidade decorrente de falarmos o que não é a verdade? O nosso interesse é conduzir a alma aos primeiros degraus da escada, mas ela mesma é quem deve dar o primeiro passo e continuar a subir, num trabalho individual, que só depende de Deus e de quem se propõe a ascender. Allan Kardec não se esqueceu de dialogar com os Espíritos, do que resultou esta frase: "Amar e instruir". Tal frase não deve ser esquecida por todos os homens, principalmente espíritas e médiuns.

A mediunidade pode desaparecer, quando o médium não se sentir à vontade no campo valioso da reforma dos homens e do bem da coletividade. Quem ingressar na seara da Doutrina Espírita, procurando fugir dos acertos morais e da cultura espiritual, sem perceber, irá ficando às margens do caminho que, por vezes, os outros percorrem com facilidade. Não custa nada. Ao contrário: é de bom proveito, nas horas de descanso, dedicar-se à boa leitura. Ela traz a alma para um clima de tranquilidade, que corresponde às necessidades de paz do coração.

A verdade é de caráter tranquilizante, desde que não despertemos prematuramente o que ainda dorme. A mediunidade vem sendo aprimorada, para o bem da humanidade. Quem a utiliza contrariamente, responderá pelos desastres cometidos. Os explosivos foram idealizados para facilitar a construção de estradas, pontes, casas e outras coisas úteis.

Quem os usar para a morte, responderá pelo que faz. Eis que esta é a lei de justiça, que funciona em toda a casa de Deus... 

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