domingo, 6 de março de 2011

Miguel Vives

O APÓSTOLO DO ESPIRITISMO DA ESPANHA

Nascido na Espanha 1842 e ali desencarnado, na cidade de Tarrasa, no dia 23 de janeiro de 1906.

Miguel Vives foi o grande Apóstolo do Espiritismo na Espanha, e pelo povo de Tarrasa, foi chamado o Apóstolo da Boa Nova.

Miguel Vives foi um dos mais notáveis personalidades do Espiritismo na Espanha. Seu nome era global e da sua ação foi o mais notório.

Ele foi um exemplo vivo de altruísmo. Evangeliza através da palavra escrita e falada, através da galeria, livros e impressos. O seu trabalho assenta na força moral do exemplo e da experiência dos ideais espíritas e cristãos.

Fundador da Federação Espírita de Vallés, da qual surgiu a da Catalunha, fundou também o Centro Espírita Fraternidade Humana, de Tarrasa. Foi presidente do Centro Barcelonês de Estudos Psicológicos. E, como jornalista espírita, fundou a revista “União”, mais tarde incorporada à revista “Luz do Porvir”.

Sua esplendorosa mediunidade fez com que se desenvolvesse, em Tarrasa, verdadeira obra em favor dos necessitados do corpo e da alma, socorrendo os desajustados, os enfermos e os humildes.

A desencarnação de Miguel Vives no dia 28 de janeiro de 1906, na cidade de Tarrasa, província de Barcelona causou um profundo golpe à população dessa cidade.

As fábricas paralisaram suas atividades, o comércio cerrou suas portas à hora do sepultamento do seu corpo, a fim de permitir aos seus empregados o acompanhamento do esquife ao cemitério. Durante o trajeto, verdadeira muralha humana se formou ao longo das ruas e na necrópole, no propósito de atender aos pedidos de todos que desejavam vê-lo, o ataúde permaneceu aberto durante uma hora e aproximadamente 5.000 pessoas desfilaram diante dele.

Ele não era político, não cortejava a popularidade e, no entanto, graças ao seu exemplo de abnegação, recebeu uma das maiores consagrações públicas de sua terra, apesar de viver num país de profundas tradições católicas, onde homens e livros foram queimados no decorrer de muitos séculos.

Miguel Vives foi um notável Espírito. Ele era um homem que foi dignificado pela prática das boas obras e ao desempenho de uma verdadeira missão de tolerância e amor.

A Espanha foi um grande berço dos grandes Congressos Espíritas, tendo os espanhóis pioneiros nesse campo, só para citar o Congresso Internacional 1888, realizada em Barcelona. Antes da implantação da ditadura de Franco, a Espanha se destacou como pólo de Divulgação do Espiritismo, basta dizer que em 1873 já havia sido proposto no Parlamento Espanhol o ensino da Doutrina Espírita.

Miguel Vives profetizou antes do seu desencarne em 1906 as tormentas da terrível guerra civil de 1936-39 que se abateriam sobre a Espanha, aonde vários grupos de variadas vertentes políticas se digladiariam na arena da guerra com milhares de mortos.

"Confiemos nele, Juventude Espírita, e não desmaiemos no caminho!"

Miguel Vives
Quando da instauração do fascismo no país o fundamentalismo religioso tomou forma, o Espiritismo foi riscado do mapa, seus principais dirigentes sacrificados ou desaparecidos, várias sedes espíritas queimadas, mas as palavras e a imagem do profeta concitando a mocidade espírita, a preparar-se para enfrentá-las não se apagaram.

E a mocidade espírita da Espanha não fraquejou, mesmo sofrendo perseguições, fechamentos de jornais, e sendo discriminados perante a sociedade, continuaram a levar a chama da fraternidade e do amor.

Quando na década de 50 os médiuns brasileiros Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira ao passarem pelas cidades de Madri e Barcelona, testemunharam o calvário da Espanha espírita e viram com os seus próprios olhos, bibliotecas doutrinárias ocultas e a venda secreta de livros espíritas, pois em nada conseguiram matar o ardor espírita dos espanhóis durante décadas de perseguições e de intolerâncias religiosas.

Na década de 70 com a iminência morte de Franco e a queda do regime totalitário as forças reacionárias do país tentaram empossar um novo substituto para continuação da ditadura.

Grupos beligerantes que haviam perdido a guerra civil 1936-39 e o povo em geral pediam a liberdade e a democracia e uma imensa comoção pública tomou a Espanha.

Com a morte de Franco e a possível continuação do Franquismo, grupos extremistas de variadas matizes eliminaram o possível sucessor do ditador.

Uma nova época se abriu na Espanha, uma nova constituição com liberdades políticas, liberdades religiosas.

E os ecos da conclamação do grande Apóstolo do Espiritismo da Espanha ainda ecoam!!!

"Os Centros Espíritas devem ser a cátedra do Espírito de Verdade, porque a não ter o Espírito de luz a sua cátedra, teria sua influência o Espírito do erro e infelizes desses Espíritos que se acham sob a influência do Espírito das trevas, porque pouco, muito pouco se adiantam na senda do progresso”

Miguel Vives

Nenhum comentário:

Postar um comentário