quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Kardec e a União dos Espíritas

 No momento em que o interesse pelo conhecimento dos ensinos espíritas cresce em toda parte, cresce também o número de pessoas interessadas em participar na sua difusão.
Oportuno, pois, que destaquemos o que os Espíritos superiores falam a respeito dessa participação, nas obras da codificação.
O Espírito de Verdade observa que "ditosos serão os que houveram trabalhado no campo do Senhor" e que "serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado", desde que isso seja feito "com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade".
É ditosos, também, os que buscarem o trabalho conjunto e a união de esforços, impondo silêncio aos próprios ciúmes e às discórdias para não prejudicar a obra de difusão que não pode ser retardada. ( O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5, ed. FEB.) Em "Prolegômenos" de O Livro dos Espíritos, os orientadores espirituais informam que "os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso". Kardec destaca, ainda, em O Livro dos Médiuns (cap. XXIX, item 334, ed. FEB), que "esses grupos (espíritas), correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã".

Observando, ainda, o lema de Ismael - "Deus, Cristo e Caridade" -, e o exemplo de ação deixado por Allan Kardec - "Trabalho, Solidariedade e Tolerância" -, temos todas as diretrizes necessárias para bem desempenhar a tarefa de difusão da mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita em toda parte e para todas as pessoas, promovendo, ao mesmo tempo, a união de todos os trabalhadores espíritas, atendendo ao que Jesus nos assevera: "Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem". (João, 13:35.)
Extraído da Revista Reformador de Novembro de 2010 - "EDITORIAL"
Antonio Pazello