sábado, 24 de abril de 2010

Djalma Montenegro de Farias

Tombou, por insidiosa moléstia, em 6 de Maio de 1950, em Recife, o corpo somático do grande trabalhador da Seara de Jesus, do abnegado propagandista do Espiritismo – Professor Djalma Montenegro de Farias.

Em sua última trajetória terrena, soube sopitar uma grande dor e dar o testemunho irretorquível da sua fé. Nasceu em Pernambuco, a 9 de Outubro de 1900, e lá tudo fez, durante dezenas de anos, até mesmo com sacrifício de sua saúde, em prol do Espiritismo cristão. Com sua palavra firme, convincente e sobretudo evangélica, converteu muitas criaturas e difundiu, em profusão, a consoladora doutrina codificada por Allan Kardec. Como escritor, muito lhe devem as letras espíritas e Reformador sempre contou com sua preciosa colaboração. Era membro do Cenáculo Pernambucano de Letras.

A ação desse trabalhador era multíplice, e por isso ela também se fez sentir e de maneira eloqüente na fundação e direção de casas de caridade. Podemos citar, como modelo de fé, amor e compreensão, o Instituto Espírita João Evangelista, do qual era Presidente, organização a que emprestara todo o seu carinho e inteligência, auxiliado por confrades dedicados e que jamais lhe regatearam colaboração sincera, porque viam nele, além de um idealista, um amigo, e além de amigo um conselheiro experimentado.

Como Presidente da Federação Espírita Pernambucana, tudo fez no sentido de tornar essa Entidade a pujante propulsora da Terceira Revelação. Em 1947 funda a Comissão Estadual do Espiritismo, da qual foi seu primeiro presidente.

Grande foi seu entusiasmo ao tomar conhecimento do célebre Pacto Áureo de 5 de Outubro de 1949, a ele aderindo em todos os sentidos, Vindo aqui ao Rio, por essa ocasião, e embora estivesse privado de ocupar a tribuna, por motivo do seu precário estado de saúde, seu entusiasmo, como dissemos, foi de tal ordem, à vista das conclusões desse Pacto que traria a unificação da família espírita brasileira, que não pode conter-se, proferindo em o salão de conferencia da Federação Espírita Brasileira duas belíssimas orações que fizeram vibrar de intensa emoção a compacta assistência que o escutava.

Dias após, em visita à Liga Espírita do Brasil - hoje Liga Espírita do Estado da Guanabara -, proferiu também uma vibrante alocução, em meio a qual perdeu a voz – era o espectro da moléstia que o advertia da sua imprudência -, mas num esforço extraordinário, conseguiu imprimir forças à matéria que não mais podia acompanhar a eloqüência do seu verbo! Finalizou, contudo, essa sua alocução, entre aplausos da assistência, alocução que foi a última proferida por esse intemerato apostolo do Espiritismo!

Djalma Farias, que tanto lutou e sofreu pela Doutrina Espírita, enfrentando toda a sorte de contratempos e decepções, foi um marco do Espiritismo em Pernambuco, e seu nome e sua obra ultrapassaram os limites do seu Estado Natal.

Trechos da biografia de Djalma Montenegro de Farias, extraídos dos livros  "Memória do Espiritismo em Pernambuco", de Marlene Gonçalves Pereira,  editado pela Nova Esperança Editora, e "Grandes Espíritas do Brasil", de Zeus Wantuil, editado pela Federação Espírita Brasileira

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