sábado, 24 de abril de 2010

Flávio Ferreira da Luz

Nascido em 18 de Agosto de 1887 na Rua Comendador Araújo, em Curitiba, Capital do Estado do Paraná, onde hoje é a sede da Sociedade Thalia.

Desencarnou em 20 de Março de 1954. Foram seus pais José Ferreira da Luz e Bertholina Pereira da Luz. Em 1905, matriculou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, tendo concluído o curso de Bacharel em Direito em 1909. Contraiu núpcias em 19 de Abril de 1910 com a senhorita Sarah Lopes, que passou a assinar-se Sarah Lopes Luz. Desse casamento houve cinco filhos: Cid, Clotilde, José, Ruy e Laura. Sucedeu seu genitor como titular do Cartório de Registro de Imóveis do 1º Distrito da Capital.

Foi, em companhia de Nilo Cairo, que era seu concunhado, um dos idealizadores e fundador da atual Universidade do Paraná. Foi pioneiro da radiofonia no Paraná e um dos fundadores da Rádio Clube Paranaense.
Ainda muito jovem, já se dedicava às pesquisas no campo do Espiritismo. Em 18 de julho de 1915, era incluído nos quadros da Federação Espírita do Paraná, como membro da Comissão Central e, já em 14 de Janeiro de 1917 era eleito Presidente, sendo reeleito para os anos de 1918, 1919, 1920 e 1921.

Em 1920, participou da primeira Comissão organizadora do Hospital Espírita, atual Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro. Sua vida foi, por longos anos, dedicada, além da família, às mais diversas atividades sociais e à Causa da Doutrina Espírita. Companheiro inseparável das atividades Espíritas de Arthur Lins de Vasconcellos, esteve ao seu lado até o ano de 1930.

Sua folha de serviços prestados à Federação Espírita do Paraná é uma das mais repletas de dedicação.

Foi Diretor da Revista de Espiritualismo, onde o brilho de sua pena e o fulgor de sua inteligência, ao lado de seus conhecimentos doutrinários, marcaram estupenda contribuição à divulgação da Doutrina Espírita.
Em 1926, foi eleito 1º Vice-Presidente e em 16 de janeiro de 1927 voltou à Presidência da Federação. Antes porém, de retornar a Presidência, foi, no ano de 1925, na qualidade de Diretor da Revista de Espiritualismo e Secretário Geral da Federação (cargo que exerceu de 20 de janeiro de 1923 a janeiro de 1926), subscritor de um telegrama de protesto dirigido aos poderes públicos, contra a tramitação na Assembléia Legislativa do Paraná, de um Projeto de Lei, permitindo ao Governo do Estado doar à Igreja Católica, para instalação de dois Bispados, uma gleba de centenas de alqueires de terras pertencentes ao patrimônio do Estado.

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