sábado, 24 de abril de 2010

Benjamin Franklin

Ele foi chamado por Mirabeau, o líder revolucionário francês, como o filósofo que mais fez para estender os direitos do homem sobre toda a Terra.

Foi impressor e autor, filósofo e homem de estado, cientista e inventor. Em suma, foi um dos homens mais importantes que o continente americano produziu. De caráter simples, tinha uma personalidade agradável e um senso de humor delicioso.

Quando jovem, tinha um físico de atleta, algo que não podemos verificar pois os retratos conhecidos já o apresentam quando homem de estado. Seu olhar era sereno, afetuoso, destacando-se seus grandes olhos cinzentos e uma boca grande, com expressão de bom humor, no rosto amplo.

Benjamin Franklin nasceu em Bóston, em 1706, como o 15º filho entre 17, de um pobre fabricante de velas. Freqüentou a escola pouco mais de um ano, pois cedo o pai o pôs a trabalhar. Quase tudo o que sabia aprendeu à custa de esforço próprio, por si mesmo: ciência, filosofia, línguas. Falava o latim, francês, alemão, espanhol e italiano.

Aos 12 anos, já era aprendiz na oficina do irmão, que era impressor. Aos 17, escrevia artigos anonimamente e os colocava, à noite, por baixo da porta para que fossem publicados pelo irmão. Nesse mesmo ano, foi a Nova York e começou a trabalhar numa editora. Depois, estabeleceu-se por conta própria. Fundou um jornal e uma revista.

Aos 42 anos, já conseguira juntar uma pequena fortuna. A partir daí, dedicou outros 40 anos de sua vida a serviço da pátria. Foi designado para missões diplomáticas, por duas vezes, na Inglaterra e uma na França.

Como político, foi o primeiro a pensar nos Estados Unidos como uma única nação e inventou um sistema de governos estaduais unidos sob uma única autoridade, 20 anos antes da guerra da Independência Americana.

Como cientista e inventor, foi o primeiro a identificar os pólos negativo e positivo da eletricidade. A ele devemos as palavras e os conceitos de bateria, carga elétrica, condensador e condutor. Inventou o pára-raios, uma mão mecânica para levantar objetos situados em lugares altos e o tamborete de cozinha que se transforma em escada.

Aos 78 anos de idade, inventou a bênção dos óculos bifocais. Como músico, tocava harpa, violão e violino e escreveu sobre os problemas da composição musical.

Foi o primeiro a estudar os efeitos da água sobre o casco de um navio durante a navegação, convertendo-se no pai da hidrodinâmica. Também, foi o primeiro a descobrir que o tecido escuro retém o calor. Os europeus levaram cem anos para seguir seu conselho e levar roupa branca para os trópicos.

Organizou a Sociedade Filosófica Americana, a primeira associação científica dos Estados Unidos. Criou a primeira corporação de polícia profissional e o primeiro serviço de bombeiros voluntários. Também deu impulso à Sociedade Abolicionista e, na qualidade de diretor-geral dos Correios, melhorou o serviço nacional e internacional, com a Inglaterra.

Foi, possivelmente, o escritor mais popular no mundo de língua inglesa, com sua Autobiografia, Édito do Rei da Prússia, Regras pelas quais um grande Império pode se tornar pequeno, O almanaque do pobre Richard e um livro sobre os fenômenos elétricos, que foi traduzido para vários idiomas.

Ele pregava a alegria do trabalho e praticava o que pregava. Tinha um cuidado especial com as descobertas de outros, insistindo para que a autoria fosse sempre atribuída aos autores corretos. Em muitas ocasiões, retirava seus trabalhos se outro pesquisador tivesse descoberto alguma coisa parecida com eles.

Acreditava que podia se melhorar o próprio caráter se a criatura se impusesse uma disciplina firme. "É uma arte que tem de ser estudada, como a pintura e a música", dizia.

Quando jovem, fez uma lista das qualidades dignas de se admirar e se propôs a persegui-las: ia ser moderado no comer, evitaria a tagarelice, seria sistemático nos negócios, terminaria qualquer tarefa que começasse, seria sincero, trataria os outros com justiça, suportaria as injustiças com paciência, evitaria as extravagâncias, não deixaria que as pequenas coisas o afetassem.

Organizou um pequeno livro para si, separando uma página para cada virtude, a fim de dedicar uma semana de atenção a cada uma delas, de forma seqüencial.

Ao desencarnar, no ano de 1790, aos 84 anos, foi encontrado o epitáfio que ele mesmo escrevera, para si, nos dias da mocidade:

"O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho ao qual tivessem arrancado as páginas e tirado as letras e o ouro, jaz aqui, comida para os vermes. Mas o trabalho não terá sido totalmente perdido; porque, segundo ele crê, aparecerá mais uma vez, numa edição nova e mais perfeita, corrigida e aumentada por seu Autor."

Para ele, dois anos antes, escrevera George Washington: "Se os desejos unidos de um povo livre, apoiado pelas preces fervorosas de todos os amigos da ciência e da humanidade, pudessem aliviar o corpo das dores e enfermidades, logo ficaria bom. Se ser venerado por sua benevolência, admirado por seu talento, estimado por seu patriotismo, amado por sua filantropia puder satisfazer a mente humana, terá o agradável consolo de saber que não viveu em vão. O senhor será recordado com respeito, veneração e afeto por este seu sincero amigo e mais obediente e seguro servidor."

Benjamin Franklin, entre outros espíritos, assina "Prolegômenos" em "O Livro dos Espíritos", demonstrando fazer parte daqueles que se fizeram presentes ao trabalho extraordinário da Codificação da Doutrina Espírita.


Fonte: http://www.autoresespiritasclassicos.com/

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