sábado, 24 de abril de 2010

Aristóteles Soares da Rocha

Nascido na cidade de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, a 10 de junho de 1880, e desencarnado em São Paulo, a 9 de junho de 1972.

Filho de Joaquim Soares da Rocha e de D. Arlinda Amélia Franco da Rocha, era viúvo de D. Hercília de Carvalho Rocha, de cujo matrimônio teve sete filhos.
Em Segunda núpcias, era casado com D. Maria do Carmo Solomon Rocha.

Foi vereador e Delegado de Polícia na cidade de Dourados, tendo também exercido funções correlatas em algumas cidades do interior do Estado de São Paulo.

Suas atividades no seio do Espiritismo tiveram início no ano de 1910, fundando com o auxílio de outros amigos e de sua irmã Clélia Soares Rocha, conhecida pioneira espírita, o Lar Anália Franco, em São Manoel, Estado de São Paulo.

Nos trinta últimos anos de sua vida era sempre requisitado pelos auditórios espíritas, onde suas palavras, sempre apreciadas, tinham o mérito de cativar os presentes, comovendo-os, e ele próprio dificilmente conseguindo sopitar as lágrimas que lhe brotavam dos olhos.

Espírito animado de profundos sentimentos de caridade, não regateava auxílio àqueles que o procuravam em busca de uma palavra amiga, de um gesto fraternal ou de uma ação.

Muitas pessoas aflitas se beneficiaram com suas palavras esclarecedoras e cheias de bondade.

Tomou parte em muitos conclaves espíritas que se realizaram no Estado de São Paulo, e se fazia presente em todos os grandes acontecimentos que envolviam a Doutrinados dos Espíritos.
Apesar de sua idade avançada, nos últimos anos de sua existência terrena, percorreu inúmeras cidades brasileiras, principalmente as capitais dos Estados, proferindo palestras e visitando instituições espíritas.

Homem de ilibado caráter, Aristóteles Soares Rocha deve se constituir em paradigma para aqueles que geralmente arrefecem em meio à jornada, que se sentem demasiadamente idosos para desempenhar tarefas no seio da Doutrina.

Com 92 anos de idade ele ainda se sentia animado de verdadeiro idealismo, servindo à causa espírita té os últimos instantes de sua profícua vida terrena.

Não era menor o seu esforço no campo da assistência social, tendo contribuído decididamente para a fundação de um Lar para Meninos, no município de Santa Isabel, nas proximidades da capital paulista, o que fez coadjuvado por outros companheiros de ideal.

Referência: Personagens do Espiritismo. Edições FEESP, 1982. 1ª edição, SP.

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