sábado, 24 de abril de 2010

Abibe Isfer

Nasceu em 10 de fevereiro de 1896, na antiga capital federal – Rio de Janeiro. Seus pais Jorge Antonio Isfer e Shaid (Rosa) Antonio Isfer transferiram-se para a terra dos pinheirais, instalando-se, inicialmente, na Rua das Flores, onde hoje funciona a Casa Pernambucana

Por força das circunstâncias, mudaram para o Tietê, interior do Estado, mandando o filho para casa de parente, em Rio Negro (PR), onde fez seus estudos.

Mais tarde, seus pais instalaram-se com casa de comércio em geral, no bairro do Portão (em Curitiba), quando então servindo o exército, com 20 anos, consorciou-se, com Dona Ana Elvira Moletta, de cuja união advieram ao filhos: Leony Isfer, Lizette Isfer, Alice Isfer, Jorge Laerte Isfer, Lysis Isfer (desencarnado), Luyr Isfer e Lício Isfer. Guarda-livros formado dedicou-se, profissionalmente ao comércio, trabalhando, anteriormente (5 anos) como guarda-livros da Cerâmica Klentz, na Fazendinha e, posteriormente, com seu irmão Manoel Antonio Isfer (Marum) organizou uma cerâmica, na Vila Guaíra, que não obteve sucesso pela má qualidade do barro. Em 1938, então na Rua Voluntários da Pátria, 112, instalou-se com escritório no ramo securitário, atividade que exerceu até seus últimos dias. Foi representante de nove seguradoras, entre as quais a Home Insurance Company, na qual granjeou muita confiança e simpatia.

Com membros da família pertenceu a Piratininga Cia. de Seguros Gerais e Cia. de Seguros Aliança Brasileira, com escritório na Praça Zacarias, em Curitiba.

No campo espírita, pode-se afirmar que a curiosidade pelas chamadas, na época, “experiências do corpo”, produzidas por sua esposa e amigas, aproximaram-no do Espiritismo.

Sua amantíssima esposa faleceu em 3 de dezembro de 1936, quando a primogênita completava 18 anos e a caçula contava com 3 anos apenas. Esposo dedicado (40 anos apenas, somava de idade) manteria a fidelidade esponsalícia assumida até o fim da existência terrena, dedicando-se, com extremado carinho e amor, aos filhos queridos, responsabilidades profissionais e à maravilhosa doutrina que abraçou.

Ligou-se à Casa Máter do Espiritismo em terras paranaenses, à qual durante mais de 4 decênios dedicou expressiva parcela de sua laboriosa vida, tendo sido um dos mais entusiastas e assíduos integrantes de seus órgãos diretivos. Companheiro de João Ghignone, Arthur Lins de Vasconcellos, Honório Melo e tantos outros, esteve presente com os mesmos à frente de todas as iniciativas pertinentes no campo doutrinário, em sua extensa rede de sociedades espíritas que lhe são adesas e, principalmente, ligado estreitamente a todas as obras sociais de natureza variada, como albergues noturnos, hospital pisiquiátrico, colégio, creches-lares, etc. Foi, praticamente, membro permanente do Conselho Federativo da F.E.P.

Como vice-presidente, companheiro inseparável de João Ghignone em seus 45 anos de presidência, assumiu o primeiro posto em razão do desencarne do velho companheiro, em 8 de junho de 1978, sendo eleito em seguida para o período de fevereiro de 1979 a janeiro de 1981 para a presidência. Findo o mandato passa a integrar o quadro de Presidentes Honorários, ao lado de Arthur Lins de Vasconcellos.

Entretanto, a sua atividade pontificava no campo da mediunidade, mercê do coração totalmente voltado à caridade. Durante mais de 40 anos compareceu, diariamente, a sessões de receituário, passes e curas no velho casarão da F.E.P., hoje denominada sede histórica. Paralelamente, dava assistência mediúnica aos internos do Hospital Psiquiátrico “Bom Retiro”, que a solicitavam; pessoalmente, dirigia e dava assistência paternal com carinho e dedicação inexcedível às meninas do Lar Icléia (aos domingos levava as órfã mesma forma, acompanhava atentamente as creches-lares, orientando as responsáveis pelos mesmos e doando-se às criancinhas. Sua residência estava sempre de portas abertas aos necessitados, não regateava às solicitações de atendimento. Assim como Minas Gerais teve o querido Eurípedes Barsanulfo, o Paraná, o inesquecível Abibe Isfer. Desencarnou em 9 de abril de 1986.

Nenhum comentário:

Postar um comentário